Mostrando postagens com marcador concessão pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador concessão pública. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de março de 2012

A guerra nada santa entre os pastores Valdemiro e Edir Macedo

     Tem de tudo nesta guerra: maracutaias, sensacionalismo, e, claro, muuuuito dinheiro         

Valdemiro, Macedo e a guerra religiosa


Por Altamiro Borges, no Blog do Miro

O “Domingo Espetacular” do final de semana passado dedicou mais de 25 minutos para exibir “os segredos do apóstolo Valdemiro Santiago”, o chefão da Igreja Mundial do Poder de Deus. A reportagem em tom sensacionalista, produzida por Marcelo Rezende, revela as maracutaias deste tele-evangelista, rival de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, dona da TV Record.

Não sobra pedra sobre pedra. O programa mostra que o “apóstolo” comprou fazendas e gado com o dinheiro dos fiéis e o acusa de enriquecimento ilícito e de lavagem de dinheiro. Revela, ainda, que Valdemiro foi preso em 2003 por transportar ilegalmente armas e munição e que três pastores da IMPD foram detidos em 2010, acusados de tráfico internacional de armas.

Concessão pública a serviço do ódio

Marcelo Rezende não esconde que há uma guerra entre os dois religiosos. Em seus programas na tevê, Valdemiro vive atacando Edir Macedo. Ele já foi pastor da Igreja Universal e rompeu com ela em 1998 para montar a sua própria seita. Desde então, o seu maior esforço é para arrebanhar fiéis da sua ex-congregação. Ele não pouca adjetivos e dramatizações para cumprir este objetivo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Maíra sabe o que diz. Ela tem a Constituição na mão

A jornalista Maíra Kubík Mano é doutoranda em Ciências Sociais na Unicamp e estuda a relação entre a mídia e as mulheres.

Veja a análise que ela faz no seu sobre o caso de abuso sexual no Big Brother Brasil. O programa da Globo virou caso de polícia após os telespectadores do canal pay-per-view terem denunciado um suposto estupro transmitido ao vivo pela emissora.

     Maíra pede uma atenção para o último item do artigo 221 da Constituição  Federal     

A Globo e a violação da Constituição Federal

Por Maíra Kubík Mano, no seu blog

No Brasil, a concessão para a radiodifusão é dada pelo Estado a determinadas empresas de comunicação. Entre elas, claro, a Rede Globo. A outorga é renovada a cada 15 anos pelo Congresso Nacional e nesse ínterim, a emissora deve seguir alguns preceitos ditados pela Constituição Federal.

Destaco aqui o artigo 221 da nossa Carta magna, que acho particularmente elucidativo:

“A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.”

Esse último item me parece bastante adequado para uma reflexão sobre o que ocorreu no Big Brother Brasil recentemente. Eu sei que ética é um conceito filosófico amplo demais (quiçá até ao infinito ou às aulas da profa. Marilena Chauí sobre Spinoza), mas ao menos no que diz respeito a valores sociais, pode ser considerado um consenso que abuso sexual não é algo apoiado pelo conjunto das pessoas, certo?

Assim espero, pelo menos.

Dentro deste raciocínio, será que podemos presumir que a Globo talvez tenha violado um princípio constitucional que determina como deve ser a sua operação? E, mais rapidamente ainda, não poderíamos que talvez ela não tenha o direito de ter uma concessão pública uma vez que não segue as normas da casa?

Entidades lançam manifesto pela imediata responsabilização da TV Globo no caso BBB


Pela imediata responsabilização da TV Globo no caso BBB

Dois fatos muito graves ocorreram esta semana envolvendo o Big Brother Brasil. O primeiro foi com a participante Monique, que pode ter sido vítima de crime praticado por outro integrante do programa. O segundo foi a absurda atitude da TV Globo frente ao ocorrido. Em relação ao primeiro, cabe à polícia apurar e à justiça julgar, buscando ouvir os envolvidos, garantindo que eles estejam livres de pressões e constrangimentos. Já em relação ao segundo, é preciso denunciar a emissora e os anunciantes que sustentam o programa, e cobrar as autoridades do setor.

Frente a indícios de um possível abuso sexual contra uma mulher participante de um de seus principais programas, a Globo, além de não impedir a violência no momento em que ela poderia estar ocorrendo, tentou escamotear o fato, depois buscou tirar de circulação as imagens e finalmente assumiu o ocorrido sem nomeá-lo. Na edição de domingo do programa, após todas as denúncias que aconteciam pela internet, ela transformou a suspeita de um crime em uma cena “de amor”. O espírito da coisa foi resumido pelo próprio apresentador Pedro Bial: “o espetáculo tem que continuar”. A atitude é inaceitável para uma emissora que é concessionária pública há 46 anos e representa uma agressão contra toda a sociedade brasileira.

Pelas imagens publicadas, não é possível dizer a extensão da ação e saber se houve estupro. A apuração é fundamental, mas o mais importante é o que o episódio evidencia. Em primeiro lugar, a naturalização da violência contra as mulheres, que revela mais uma vez a profundidade da cultura machista no país. No debate público, foram inúmeras as tentativas de atribuir à possível vítima a responsabilidade pela agressão, num discurso ainda inacreditavelmente frequente. O próprio diretor do programa, Boninho, negou publicamente que as imagens apontassem para qualquer problema.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BBB de Bial dá show de hipocrisia. É o padrão Globo de qualidade

O texto abaixo foi escrito pelo jornalista Diego Iraheta, no portal de notícias Brasil 247, um dos primeiros sites a cobrir as denúncias dos assinantes pay-per-view, que trouxeram à tona um suposto estupro, diante das câmeras agora mais do que nunca indiscretas do Big Broher Brasil, o programa mais escroto da televisão Brasileira. 

 Sorrindo,  o apresentador Pedro Bial faz os telespectadores de bobos. Ele  esconde descaradamente os motivos da expulsão de um dos "heróis" da casa. 

Hipocrisia no BBB: Bial, o "amor" e a infração 

A TV Globo deu um show de hipocrisia na noite desta segunda-feira, 16. Ao invés de esclarecer a expulsão de Daniel, suspeito de estuprar Monique, Pedro Bial criou um mistério para aqueles telespectadores que, sem acesso às redes ou ao pay-per-view, não souberam do que aconteceu após a festa de sábado à noite no BBB. O apresentador do programa simplesmente informou ao público que a produção do BBB estava analisando "criteriosamente" o comportamento de Daniel desde a manhã de domingo. E, por ter cometido "infração" nas regras do Big Brother, o modelo acabou sendo expulso.

Que infração foi essa, Bial? No domingo à noite, o apresentador resumia a suspeita de estupro com a frase "o amor é lindo". Por que usar eufemismos para lidar com um caso de polícia? Se policiais baixaram no Projac para investigar um possível crime, é porque o assunto é sério. Por que então não aproveitar o gancho para debater o "estupro de vulnerável"? Quantas mulheres brasileiras já não viveram uma situação em que, por terem bebido além da conta, podem ter sido abusadas?

Por que ignorar o tema? Ontem, com amor, e hoje, com "infração"?!

Não se trata de reconhecer que houve estupro. Até porque isso é a polícia que vai dizer. E se a suposta vítima - a Monique - quiser registrar ocorrência.

O fato é que, se a Globo e Bial fizessem um mea-culpa, admitiriam a tese que o 247 defendeu há mais de uma semana - a de que começava mais um Big Bacanal do Bial.