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domingo, 17 de junho de 2012

Nem Sônia Braga escapa das artimanhas da Rede Globo

  Sônia Braga na pele de Gabriela (1972) e sua opinião atual sobre a Globo: "mau jornalismo"  

Sônia Braga está furiosa com a Globo. A inesquecível intérprete da versão original de Gabriela sentiu na pele a covardia de sua ex-emissora, que demonstrou querer apagá-la da história da teledramaturgia brasileira.

Na edição do Fantástico de 10/06, uma reportagem exaltava a novela Gabriela, mostrando toda a beleza da obra de Jorge Amado e seu estupendo sucesso televisivo.

A matéria, claro, serviu como mais uma chamada para o remake Gabriela, que estreará nesta segunda-feira, as 23h, tendo a atriz Juliana Paes como a nova protagonista.

Apesar de se beneficiar das belas imagens de Sônia Braga, a reportagem simplesmente omitiu o nome da atriz, como se aquela moça subindo no telhado ante os olhares de toda uma cidade, fosse interpretada por uma atriz sem nome.

Foi aí que a Sônia, ex-globo e mais global do que se imagina (ela também fez carreira em Hollywood, ora bolas), ficou indignada. "Fiquei estarrecida e chocada com o exemplo de mau jornalismo. Na matéria sobre o remake de Gabriela, que terá Juliana Paes no papel (cuja escolha, aliás, achei perfeita) o programa mostrou imagens minhas, na novela original, mas sequer me mencionou como a intérprete original da personagem".

domingo, 25 de março de 2012

Giovanni Sá revela de onde veio Pantaleão: De Serra Talhada, oxente!

   Pantaleão foi inspirado no pai do humorista Arnauld Rodrigues, de Serra Talhada   


Memória: Chico Anysio se inspirou num serra-talhadense

Por Giovanni Sá, no excelente Farol de Notícias

Todo o Brasil está de luto com a morte do humorista Chico Anysio, falecido nesta sexta-feira (23), após sofrer falência múltipla de órgãos. O cearense era considerado o humorista mais versátil de todos os tempos, pela facilidade de criar e interepretar personagens. O que pouca gente sabe é que uma das sua inúmeras criações dele foi inspirada em um cidadão de Serra Talhada.

O personagem Pantaleão – fazendeiro rude que tinha o hábito de aumentar as estórias – foi inspirado no pai do também humorista Arnauld Rodrigues (já falecido). “Seu” Walfredo Rodrigues, como era mais conhecido, quando vivo, morava nas proximidades da Casa de Saúde São Vicente. Ainda hoje, o casarão histórico continua fechado e guarda as características originais.

Havia algumas semelhanças entre Walfredo e “Pantaleão”, como por exemplo, o senso de humor muito afinado. Pantaleão costumava sentar-se em um cadeira de balanço e debulhar seus causos. O seu bordão inconfundível ficou imortalizado; “É MENTIRA, TERTA”. Era sempre assim que Chico, ao incorporar Pantaleão, terminava suas estórias, inspirada em Serra Talhada!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Leandro Fortes mostra quem é racista

Veja, abaixo, o texto contundente (e necessário) de Leandro Fortes (Carta Capital) acerca da Ação Judicial movida pelo jornalista da TV Globo Heraldo Pereira contra o blogueiro e também jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA), do Conversa Afiada.

PHA é um das vozes mais importantes do jornalismo brasileiro. Quem conhece a sua história e acompanha a batalha pela democratização da mídia no Brasil sabe que o ansioso blogueiro está muito longe de ser racista. Como bem escreveu Leandro Fortes.

     Amorim, Pereira e o Leandro Fortes: Os três sabem que o primeiro não tem nada de racista     

Racista é a PQP, não PHA!

Por Leandro Fortes, no Brasília eu vi

Paulo Henrique Amorim, assim como eu e muitos blogueiros e jornalistas brasileiros, nos empenhamos há muito tempo numa guerra sem trégua a combater o racismo, a homofobia e a injustiça social no Brasil. Fazemos isso com as poderosas armas que nos couberam, a internet, a blogosfera, as redes sociais. Foi por meio de pessoas como PHA, lá no início desse processo de abertura da internet, que o brasileiro descobriu que poderia, finalmente, quebrar o monopólio da informação mantido, por décadas a fio, pelos poderosos grupos de comunicação que ainda tanto fazem políticos e autoridades do governo se urinar nas calças. PHA consolidou o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e muitos outros com humor, inteligência e sarcasmo, características cada vez mais raras entre os jornalistas brasileiros. Tem sido ele que, diuturnamente, denuncia essa farsa que é a democracia racial no Brasil, farsa burlesca exposta em obras como o livro “Não somos racistas”, do jornalista Ali Kamel, da TV Globo.

Por isso, classificar Paulo Henrique Amorim de racista vai além de qualquer piada de mau gosto. É, por assim dizer, a inversão absoluta de valores e opiniões que tem como base a interpretação rasa de um acordo judicial, e não uma condenação. Como se fosse possível condenar PHA por racismo a partir de outra acusação, esta, feita por ele, e coberta de fel: a de que Heraldo Pereira, repórter da TV Globo, é um “negro de alma branca”.

O termo é pejorativo, disso não há dúvida. Mas nada tem a ver com racismo. A expressão “negro de alma branca”, por mais cruel que possa ser, é a expressão, justamente, do anti-racismo, é a expressão angustiada de muitos que militam nos movimentos negros contra aqueles pares que, ao longo dos séculos, têm abaixado a cabeça aos desmandos das elites brancas que os espancaram, violentaram e humilharam. O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca. O “negro de alma branca” é o negro que foge de si mesmo na esperança de ser aceito onde jamais será. Quem finge não saber disso, finge também que não há racismo no Brasil.