quinta-feira, 29 de março de 2012

O povo sabe separar o joio do trigo

 O programa da casa própria é do Governo Federal, mas há políticos que teimam em tentar esconder isso da população  
Por Gilberto Pires

O brasileiro, principalmente os menos favorecidos, sempre sonhou com a casa própria. Era reivindicação constante, em todo o território nacional. Programas de moradias para a população foram criados aos montes, sem, enfim, lograr êxito. Os que ganhavam até 03 salários mínimos, quando contemplados, não conseguiam pagar as mensalidades e, inexoravelmente, ou repassavam seu imóvel ou eram despejados pela Caixa Econômica Federal.

Até o final de 2002, poucos se aventuravam a adquirir imóvel através da  CEF, devido aos juros exorbitantes, exercidos por esta instituição.

Com a chegada de Lula à presidência, foi criado o programa Minha Casa, Minha Vida, bandeira defendida pelo Partido dos Trabalhadores, com o objetivo de levar moradia a todos os brasileiros, principalmente os mais humildes.

“Minha Casa, Minha Vida” mudou o cenário nacional com relação a prover de casa própria aqueles que foram esquecidos em governos anteriores.

Hoje, até que não tem renda, pode ser contemplado com uma unidade para morar. É a política do socialmente correto, implantada pelo governo Lula, que tem continuidade agora no governo Dilma.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Curado e agradecido, Lula diz em vídeo que está de volta à política

Exames feitos hoje (28) pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmaram o desaparecimento do tumor na laringe. Significa que as sessões de quimioterapia e radioterapia surtiram efeito e Lula está, de fato, curado. Alegre e agradecido, ele gravou o vídeo abaixo, no qual revela que está de volta às atividade políticas.

O que é um Senador Cachoeira? Leonardo Attuch explica

     Água e lama: De tanto se refrescar na cachoeira, Demóstenes acabou se afogando     


Senador Cachoeira
Por Leonardo Attuch, editor do Brasil 247 

Que Vossa Excelência perdoe o chiste, mas o apelido é inevitável: Senador Cachoeira! Primeiro, ficamos escandalizados com a revelação de que o senhor, Catão da República, e também moralista número 1 do Congresso Nacional, é um amigo do peito de um dos nossos maiores contraventores. Mais escandalizados ainda com a sua desculpa de que não sabia que Carlinhos Cachoeira se dedicava a atividades ilegais. Depois, novo espanto com a notícia de que essa amizade fraterna era de copa e cozinha, com direito a fogões trazidos dos Estados Unidos. Quando nada mais podia nos surpreender, surgiram as 298 ligações telefônicas, mais de uma por dia, trocadas com o “professor” no período monitorado pela Polícia Federal. Em seguida, a descoberta de que as conversas eram feitas num rádio Nextel trazido dos Estados Unidos – “esta é a minha vida, este é o meu clube”. E agora, de repente, descobrimos que o senhor, senador Demóstenes Torres, também pediu dinheiro ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Quer saber se isso nos surpreende? Não. De jeito nenhum. Suas desculpas esfarrapadas é que preparam o terreno para recebermos com naturalidade cada vez maior os fatos novos da Operação Monte Carlo. Se amanhã nos disserem que Cachoeira despachava no seu gabinete, que ele teria financiado sua campanha ao Senado ou que os senhores, além de amigos, eram também sócios, tudo parecerá ser natural. Previsível até. Tão previsível quanto a queda de um moralista no Brasil, terra-mãe de Dercy Gonçalves. Aqui, não há um que resista. E todos os justiceiros que fazem desse método de ação política uma escada para o poder, mais cedo ou mais tarde acabam caindo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

As redes sociais estão deixando o jornalismo nu


Por Cleyton Carlos Torres, no Observatório da Imprensa

No impresso, ainda há quem afirme que a capa do jornal é para quem o compra; já seu interior é para quem o lê. E o digital? A “capa” dos jornais digitais já parece não ter tanta importância. A home principal de grandes veículos e portais talvez perca um pouco de sentido em um mundo tão conectado, com ligações nos mais diferentes ambientes. Ao mesmo tempo em que estamos em um único lugar, estamos em todos.

O site de uma das maiores revistas do país, a Veja, tem a rede social de microblogs como um dos seus principais originadores de tráfego. Mais de 33 grandes jornais internacionais possuem parceria com o Facebook. Querem estar dentro dessa rede quando Zuckerberg se tornar a maior mídia do planeta. A BBC, em números recentes, demonstrou que menos da metade dos 8 milhões de usuários que acessam o portal chegam ao site através da home principal.

Em um ecossistema em rede deve-se destacar a importância dos filtros de conteúdo, aquelas empresas ou profissionais que terão o trabalho de curar informações oriundas dos mais diferentes cantos da web e repassá-las de forma amigável ao usuários final. Isso vale também para o jornalismo de dados, transformando o big data em informação consumível. Porém o que se deve ter em mente é a forma que tudo isso será processada.

Insatisfação por quê?

   Gonzaga revelou descontentamento com a governo Dilma    

Por Gilberto Pires

Conheço o deputado federal Gonzaga Patriota há muitos anos. tenho-o como amigo e aprecio muito sua bravura. Já votei nele por diversas vezes e sem arrependimentos.

Sendo do PSB, Gonzaga Patriota sempre foi do mesmo campo do PT e vice-versa. Os dois partidos são aliados de longas datas.

Não sei o porque do descontentamento do companheiro Gonzaguinha com o governo da presidente Dilma. Deve ter suas razões, justificáveis ou não.

Em muitas vezes, concordei com o deputado; em outras, discordei. Surpreendeu-me a nota publicada por sua assessoria no trecho em que Gonzaga Patriota compara a relação do governo Dilma com o congresso, da mesma forma do governo Fernando Collor de Mello com a Câmara e o Senado. Um absurdo!

Temos hoje um país diferente, em todos os sentidos. Taxa de desemprego em baixa; inflação controlada; taxa de juros decrescente; educação para todos; melhoria na saúde; crescimento econômico; autoestima da população elevada; combate ferrenho à corrupção.

Ex-baixista da Legião Urbana mora na rua

Reportagem do Domingo Espetacular, exibida ontem na Rede Record, mostra a história dramática de Ricardo Rocha, ex-músico da Legião urbana, uma das principais e bem-sucedidas bandas de rock do Brasil.

Entrou água na redação da Veja: Gravações ligam revista a Carlinhos Cachoeira

   Mais de 200 contatos telefônicos ligam Carlinhos Cachoeira e Policarpo Jr, da Veja   


Operação Monte Carlo chegou na Veja

Publicado por  Luis Nassif, no blog Luis Nassif Online

Não haverá mais como impedir a abertura das comportas: a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, sobre as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, chegou até a revista Veja.

As gravações efetuadas mostram sinais incontestes de associação criminosa da revista com o bicheiro. São mais de 200 telefonemas trocados entre ele e o diretor da sucursal de Brasilia Policarpo Jr.

Cada publicação costuma ter alguns repórteres incumbidos do trabalho sujo. Policarpo é mais que isso.

Depois da associação com Cachoeira, tornou-se diretor da sucursal da revista e, mais recentemente, passou a integrar a cúpula da publicação, indicado pelo diretor Eurípedes Alcântara. Foi um dos participantes da entrevista feita com a presidente Dilma Rousseff.

domingo, 25 de março de 2012

Giovanni Sá revela de onde veio Pantaleão: De Serra Talhada, oxente!

   Pantaleão foi inspirado no pai do humorista Arnauld Rodrigues, de Serra Talhada   


Memória: Chico Anysio se inspirou num serra-talhadense

Por Giovanni Sá, no excelente Farol de Notícias

Todo o Brasil está de luto com a morte do humorista Chico Anysio, falecido nesta sexta-feira (23), após sofrer falência múltipla de órgãos. O cearense era considerado o humorista mais versátil de todos os tempos, pela facilidade de criar e interepretar personagens. O que pouca gente sabe é que uma das sua inúmeras criações dele foi inspirada em um cidadão de Serra Talhada.

O personagem Pantaleão – fazendeiro rude que tinha o hábito de aumentar as estórias – foi inspirado no pai do também humorista Arnauld Rodrigues (já falecido). “Seu” Walfredo Rodrigues, como era mais conhecido, quando vivo, morava nas proximidades da Casa de Saúde São Vicente. Ainda hoje, o casarão histórico continua fechado e guarda as características originais.

Havia algumas semelhanças entre Walfredo e “Pantaleão”, como por exemplo, o senso de humor muito afinado. Pantaleão costumava sentar-se em um cadeira de balanço e debulhar seus causos. O seu bordão inconfundível ficou imortalizado; “É MENTIRA, TERTA”. Era sempre assim que Chico, ao incorporar Pantaleão, terminava suas estórias, inspirada em Serra Talhada!

Hey You!... Roger Waters já está no Brasil

Contagem regressiva para o maior show de todos os tempos.

Hoje, a partir das 20h, o estádio Beira-Rio em Porto Alegre-RS vai receber o ex-líder do Pink Floyd, Roger Waters, com o gigantesco show "The Wall-Live".

Na quinta-feira (20) será a vez do Rio de Janeiro, no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão). A turnê brasileira será finalizada em São Paulo-SP, com apresentações nos dias 1º e 3 de abril, no Estádio do Morumbi.

sábado, 24 de março de 2012

Ratos abandonam navio Demóstenes



Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Há anos que Demóstenes “30%” Torres vem sendo cultuado pela mídia, apesar de as suas relações perigosas com o crime organizado de Goiás serem do conhecimento até da Procuradoria-Geral da República e de toda a grande imprensa desde 2009.

Sempre foi enorme o prestígio de Demóstenes entre os mais bravios pit-bulls da imprensa golpista, que, depois de a porta ter sido arrombada, assumem ares de isenção ao divulgarem o que já não haveria mais como esconder.

O simbolismo que as relações escandalosas do senador do DEM de Goiás com o crime organizado encerram, é arrasador. Não houve dia, na última década, em que ele não aparecesse em destaque na Globo, na Veja, na Folha ou no Estadão acusando adversários ou sendo incensado.

Figurinha fácil nos blogs de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes ou Ricardo Noblat, entre outros, era sempre usado para atacar “a corrupção do PT” ou as cotas étnicas nas universidades, das quais, ao lado do sociólogo Demétrio Magnoli, é considerado o maior carrasco.

Agora, todo mundo acordou. Sabendo que a bomba estava para estourar, Globos, Folhas, Vejas, Estadões e seus blogueiros amestrados tiveram que expor o seu ex-darling  em seus noticiários.

Matheus Pichonelli descreve o reacionário

     O mundo ideal, para o reacionário, é um mundo estático       

O texto a seguir, publicado originalmente no portal da CartaCapital, foi escrito pelo jornalista e sociólogo Matheus Pichonelli, subeditor do site e repórter da revista CartaCapital. Autor do livro de contos 'Diáspora', ele já trabalhou como repórter do jornal Folha de S.Paulo e do portal iG. 

Medíocres e perigosos

O reacionário é, antes de tudo, um fraco. Um fraco que conserva ideias como quem coleciona tampinhas de refrigerante ou maços de cigarro – tudo o que consegue juntar mas só têm utilidade para ele. Nasce e cresce em extremos: ou da falta de atenção ou do excesso de cuidados. E vive com a certeza de que o mundo fora da bolha onde lacrou seu refúgio é um mundo de perigos, pronto para tirar dele o que acumulou em suposta dignidade.

Como tem medo de tudo, vive amargurado, lamentando que jamais estenderam um tapete à sua passagem. Conserva uma vida medíocre, ele e suas concepções e nojos do mundo que o cerca. Como tem medo, não anda na rua com receio de alguém levar muito do pouco que tem (nem sempre o reacionário é um quatrocentão). Por isso, só frequenta lugares em que se sente seguro, onde ninguém vai ameaçar, desobedecer ou contradizer suas verdades. Nem dizer que precisa relaxar, levar as coisas menos a sério ou ver graça na leveza das coisas. O reacionário leva a sério a ideia de que é um vencedor.

A maioria passou a vida toda tendo tudo aos alcance – da empregada que esquentava o leite no copo favorito aos pais que viam uma obra de arte em cada rabisco em folha de sulfite que ele fazia – cultivou uma dificuldade doentia em se ver num mundo de aptidões diversas. Outros cresceram em meios mais abastados – e bastou angariar postos na escala social para cuspir nos hábitos de colegas de velhos andares. Quem não chegou onde chegaram – sozinhos, frise-se – não merece respeito.

Rico, ex-pobre e falidos, não importa: o reacionário ideial enxerga em tudo o que é diferente um potencial de destruição Por isso se tranca e pede para não ser perturbado no próprio mundo. Porque tudo perturba: o presidente da República quer seu voto e seus impostos; os parlamentares querem fazê-lo de otário; os juízes estão doidos para tirar os direitos acumulados; a universidade é financiada (por ele, lógico) para propagar ideias absurdas sobre ideais que despreza; o vizinho está sempre de olho na sua esposa, em seu carro, em sua piscina. Mesmo os cadeados, portões de aço, sistemas de monitoramento, paredes e vidros anti-bala não angariam de todo a sua confiança. O mundo está cheio de presidiários com indulto debaixo do braço para visitar seus familiares e ameaçar os nossos (porque os nossos nunca vão presos, mesmo quando botam fogo em índios, mendigos, prostitutas e ciclistas; índios, mendigos, prostitutas e ciclistas estão aí para isso, quem mandou sair de casa e poluir nosso caminho de volta ao lar).

sexta-feira, 23 de março de 2012

A comédia fica triste: Morre Chico Anysio aos 80 anos

    Chico se foi, mas nos deixa uma turma de personagens que nunca será esquecida      
Faleceu hoje (23), no Hospital Samaritano, Rio de Janeiro, o grande ator e humorista Chico Anysio. Ele tinha 80 anos e estava internado desde o dia 22 de dezembro de 2011.

Chico marcou a história do humor brasileiro com seus inúmeros personagens, que conquistaram públicos de todas as idades.

Impossível não rir com Bozó, Pantaleão, Alberto Roberto, Coalhada, Popó, Qüemqüem, Aroldo, Tim Tones, Painho, Professor Raimundo... E olha que esses são apenas os meus preferidos. Chico construiu um plantel de personagens que jamais será superado por outro artista.

O talento deste cearense de Maranguape o torna insuperável na arte de fazer rir com inteligência e versatilidade.

Para matar a saudade, separei este quadro onde Chico interpreta dois de seus personagens pra lá de hilários: Neide Taubaté e Alberto Roberto.

Valeu, Grande Chico!