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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Moralistas de falsa moral

           Hummmm... Acho que vi um moralista na TV          

Cuidado com os moralistas 


Por Eder Fonseca, no Brasil 247

Todos ou quase todos os jornalistas e observadores das mais variadas correntes já deram suas opiniões sobre o caso Demóstenes Torres by Carlinhos Cachoeira. Ouvi e li de tudo. Coisas de grande valia, como também belas porcarias para vender notícia. Li até uma puxação de saco explícita para o lado do "professor" Cachoeira, mas enfim, como diz um amigo meu, o verbo é livre. Não vou analisar o lado político da questão que, cá entre nós, é chato pra caramba, e que não vai dar em nada no final das contas, já que eles estão sendo defendidos pelos Kakays e Thomaz Bastos da vida, que sempre resolvem a "parada" daqueles que podem pagá-los bem, muitíssimo bem por sinal. E se pegarmos por esse fio condutor, não sobrará nenhum partido limpo para contar história, pois quando um homem entra na política e faz dela o seu "habitat natural", é como se ele fizesse um pacto com o gabiroto, tamanha a promiscuidade que rola por debaixo dos panos dourados da República, e que nós, os bobos eleitores da corte, nem sabemos, ou pelo menos temos uma rasa noção do que acontece no maior prostíbulo do Brasil: o Congresso Nacional.

O mais engraçado nessa história é que Demóstenes Torres, até dia desses, era o paladino da ordem, da moral, e da ética nacional. Um homem acima de qualquer suspeita, com aquela cara de falso polímata. Quantas e quantas vezes estava cochilando na minha sala de madrugada (sim, o jornalismo na televisão aberta no Brasil tem esse poder) e lá aparecia o senhor todo poderoso do DEM, no "Pinga Fogo" do Jornal da Globo, com o opaco Heraldo Pereira como mediador, e do outro lado, no “ringue” do Planalto, quase sempre um político do PT. Ele era o nome da oposição quase inexistente no Brasil, nesses pouco mais de nove anos de Governo vermelho com cara de azul.

Eu não me espanto nem um pouco que o senhor Torres tenha irrigado às suas contas bancárias com milhões e milhões, de origem escusa, já que muitos outros fizeram, fazem e irão fazer a mesma coisa. O problema é que quando você é um falso moralista, a mancha se torna muito maior e mais espessa do que quando às vossas senhorias dizem que roubam, mas fazem, sem um pingo de vergonha na cara (aliás, se tivessem, nem políticos os tais seriam).