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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mantega anuncia mais medidas de estímulo à construção civil

    A cerimônia também foi marcada pela entrega de 1 milhão de casas pela presidenta Dilma, que também anunciou a contratação de mais 1,4 milhão de unidades até 2014    

Por Danilo Macedo, da Agência Brasil, com edição de Juliana Andrade

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje (4) novas medidas de estímulo à construção civil. Durante cerimônia de entrega da milionésima unidade do Programa Minha Casa, Minha Vida, o ministro disse que o setor será beneficiado em três pontos: desoneração da folha de pagamentos, redução de tributos e acesso a capital de giro durante o período de construção das habitações.

De acordo com o governo, a desoneração na folha de pagamento poderá chegar a R$ 2,85 bilhões. Atualmente, o setor gasta R$ 6,28 bilhões com pagamento de 20% da folha ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, com a nova medida, passará a pagar 2% do faturamento bruto. "O setor não pagará mais INSS. Não vou dizer pelo resto da vida porque é muito tempo, mas por um longo período", disse Mantega.

Outra medida é a redução da alíquota do Regime Especial de Tributação (RET) da construção civil, de 6% para 4% sobre o faturamento.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

E o Brasil segue em frente




Deu no G1

Taxa de desemprego é a menor para setembro desde 2002, diz IBGE

Índice passou de 5,3% em agosto para 5,4% no mês seguinte. Contingente de desempregados somou 1,3 milhão de pessoas.

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,4% em setembro, após registrar 5,3% em agosto, conforme aponta a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada nesta quinta-feira (25). Em setembro do ano anterior, a desocupação registrara 6%.

De acordo com o levantamento, a taxa de desemprego é a menor para meses de setembro desde o início da série histórica, em 2002.

Em setembro, a população de desempregados somou 1,3 milhão de pessoas, não apresentando variação frente a  agosto. Porém, sobre setembro de 2011, o contingente mostrou recuo de 8,6%. Já a população ocupada atingiu 23,2 milhões, um leve crescimento de 0,9% na comparação com agosto e de 2,3% sobre setembro do ano anterior. No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 11,4 milhões em setembro, não variando em relação a agosto. Frente ao mesmo período de 2011, foi registrada alta de 3,6%.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Com redução do IPI para carros, inflação oficial desacelera em junho

O movimento também causou impacto no mercado dos automóveis usados, cujos preços tiveram queda de 4,12%
Por Thais Leitão, Com edição de Juliana Andrade, na Agência Brasil

Rio de Janeiro - A diminuição da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 0,08% em junho foi puxada pela queda nos preços dos automóveis novos. Segundo o documento divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses veículos ficaram em média 5,48% mais baratos em junho, influenciados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde 21 de maio.

O movimento também causou impacto no mercado dos automóveis usados, cujos preços tiveram queda de 4,12%. Juntos, automóveis novos e usados contribuíram com -0,26 ponto percentual no índice.

Além disso, os preços dos combustíveis (de -0,64% em maio para -0,51% em junho) continuaram em queda, embora menos acentuada, e também pressionaram para baixo a taxa do grupo transportes, que registrou -1,18% no mês. No mesmo grupo, o etanol apresentou variação de –1,24%, depois de cair 1,34% em maio; e a gasolina ficou em –0,41%, após registrar -0,52% um mês antes.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A menor desigualdade da história

Publicado originalmente em 7 de março, no Tijolaço


Brasil tem a menor desigualdade da história

Hoje, no lançamento da pesquisa “De volta para o país do futuro”, o economista Marcelo Néri, anunciou que, segundo os dados do IBGE, o Brasil atingiu o menor íncide de desigualdade de sua história. Os números preeliminares indicam que o índice de Gini do paísa atingiu 0,519 – quanto mais baixo, numa escala de zero a um, mais igualdade – atingindo um número 3,3% menor que o piso histórico, de 1960.

Embora continuemos a ser um dos países mais desiguais do mundo, o economista classificou de “espetacular” a queda obtida desde os 0,5957 de 2001 e afirmou que “a renda dos 50% mais pobres cresceu 68% em 10 anos e a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%, ou seja, a renda dos 50% mais pobres está crescendo seis vezes mais rápido do que a renda dos 10% mais ricos em uma década”.

Néri chamou de “milagre chinês” o crescimento da renda dos mais pobres, e estimou que a pobreza caiu 7,5% entre 2002 e 2008,  aumentou 2,1% com a crise de 2009 e voltou a cair fortemente em 2010 (-8,8%) e em 2011 (-11,7%).

E os números sobrfe os quais a FGV trabalhou, esclareça-se, ainda não captam os efeitos do aumento do salário-mínimo em janeiro.

sábado, 10 de março de 2012

Brasileiras vão movimentar R$ 717 bilhões em 2012

  No mês da mulher, a boa notícia: No Brasil, elas estão em alta  


Deu na Carta Capital

Com a sexta maior economia do mundo, o Brasil tem assistido nos últimos anos a uma crescente ascensão de sua população a uma nova classe média. E se antes os homens eram os protagonistas no mercado de trabalho, agora as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço.

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Data Popular na terça-feira 6 mostra que o número de empregos formais exercido por mulheres obteve um crescimento de 75% no ano passado. Para 2012 o estudo prevê que as brasileiras devem movimentar 717 bilhões de reais, um número 66,6% superior aos dados de 2002, quando a renda da população feminina alcançou 430,5 bilhões.

Acompanhando as mudanças na sociedade brasileira, foi observado um ligeiro aumento do número da população feminina que faz parte da elite e um decréscimo significativo de sua participação nas classes emergentes. Atualmente há 98,6 milhões de mulheres no País, sendo que mais da metade delas faz parte da classe C. “Elas são o retrato de um Brasil que mudou e da própria melhoria de renda dessas mulheres, que aos poucos deixam as classes D e E para integrar a nova classe média brasileira”, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Os homens ainda são os principais detentores dos postos de trabalho formais, mas a quantidade de empregos ocupados pelo sexo feminino teve um aumento de 75%, contra apenas 59% de crescimento na quantidade de cargos ocupados por eles nos últimos dez anos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Brizola Neto: As elites acham que pobre “dá muita despesa”…



Por Brizola Neto, no seu blog, o Tijolaço

Quem  quiser conhecer a crueza que a parcela da classe média brasileira que se deslumbra – e se crê ser, sem ser – com a elite deste país, visite a página do Estadão onde se noticia que o “Nordeste recebe metade dos benefícios do Bolsa Família em dezembro“, onde se noticia o óbvio: que a transferência de recursos para pessoas em situação de miséria é maior onde é maior a própria miséria.

A matéria não diz, mas os comentaristas explicitam: é um absurdo São Paulo receber menos bolsas-família que o estado da Bahia, o único dos estados nordestinos que supera o valor transferido aos paulistas que, é obvio, arrecadam mais tributos.

E aí as manifestações viram explicitudes.

“(…) o Sul e o Sudeste nao tem nada a ver com as misérias do Nordeste. Os problemas do Nordeste precisam ser resolvidos pelos nordestinos, e nao pelos paulistas ou gauchos. O povo nordestino que se vire sozinho. Que cobre atitudes efetivas dos politicos que ele elege. A pobreza deles eh problema deles, e de ninguem mais.”, diz um deles. “Bem que o povo lá de cima podia começar a trabalhar como nós aqui para sentir o drama do que é viver contra o governo tirando tudo que você sua para ganhar.”, argumenta outro.

Talvez diminuíssem sua fúria racista se tivessem tido acesso à pesquisa do Ipea de onde vieram os dados sobre a bolsa-família. Ignoram o que ela contém, como fez o repórter do Estadão.