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| O livro é resultado de 12 anos de trabalho e revela um grande esquema nas privatizações do governo FHC. O ex-governador José Serra é um dos principais envolvidos |
Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr.
CartaCapital relata o que há no livro
Não, não era uma invenção
ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente
preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando
Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”,
resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha
eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo
era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou
indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da
disputa presidencial.
'A Privataria Tucana', de Amaury Ribeiro Jr.
Na edição que chega às
bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso
do conteúdo do livro de 343 publicado pela Geração Editorial e uma entrevista
com autor. A obra apresenta documentos inéditos de lavagem
de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre
elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa
história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo
sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de
privatização.
Ribeiro Jr. elenca uma
série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados
a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e
um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo
é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo
Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o
cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas
em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.