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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma posse medonha... Buuuuuuuu!

        Jader volta com estilo. Alguma dúvida de que as imagens falam por si?      

Qualquer uma das imagens acima simboliza bem a posse do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ocorrida ontem (28) no Senado.

Ele estava barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas uma desisão do STF permitiu sua volta ao Senado. Marinor Brito, do PSOL-PA, é quem sai para o paraense entrar.

A posse aconteceu em caráter extraordinário. As caretas do filho de Jader, Daniel,  9 anos, durante a entrevista coletiva do senador, trataram de ilustrar o evento.

Jader é aliado do senador Renan Calheirose, líder do partido na casa. Sua posse fortalece o PMDB e reforça o grupo do presidente do Senado, José Sarney (AP).

O ex-ficha suja (é, agora ele se limpou, como se vê) havia renunciado ao mandato em 2001 para não ser cassado. Foi barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, mas conseguiu vitória ao anular a validade da legislação no Supremo Tribunal Federal (STF).

É de dar medo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mauro Santayana: A sociedade está com a ministra Eliana Calmon

 Santayana: Se a sociedade for consultada, ela dirá que é preciso que os juízes sejam fiscalizados 


Por Mauro Santayana, no Viomundo

O Ministro Marco Aurélio de Mello contestou, em decisão liminar, os poderes do Conselho Nacional de Justiça, exatamente no último dia de trabalho normal do STF, antes do recesso de fim de ano. Se o Ministro, conhecido por suas resoluções inusitadas, escolheu esta véspera de Natal, terá tido suas razões. Em política – e é de política que se trata, porque tudo é política – não há coincidências. Há circunstâncias. Só o ministro sabe quais são as suas, e todas as especulações se fazem ociosas.

Sua excelência é daqueles magistrados que não se escondem das luzes. É de seu costume opinar sobre todas as coisas, e nisso não está só no mais alto tribunal do país. O mundo mudou, estamos na época em que todos desejam comunicar-se com todos, e a nova Babel se ergue em tijolos de quilobaites. Houve um tempo em que os juízes só se manifestavam nos autos. É certo que em todos os tempos e em todos os lugares, o ato de julgar tem sido difícil. Os juízes não são infalíveis. Nada há de perfeito no mundo, e por mais isentos queiram ser os magistrados, eles são feitos do mesmo barro de que se fazem os outros homens. De qualquer forma, com seus erros, quando os há, e seus acertos, que são mais importantes, a sociedade precisa de juízes e de tribunais. Deles não pode prescindir.

O que faz democráticas as sociedades é o sistema de múltiplo controle de seus membros e de suas instituições. A consciência da vida, de que só os seres humanos são dotados, reclama regras de convivência e sua observância, ou seja, as leis. Os homicídios, por exemplo, devem ser punidos, para impedir que o instinto de répteis, que ainda atua no fundo do cérebro, prevaleça. Em 2007, segundo dados oficiais, havia 90.000 casos de homicídios não resolvidos, ou seja, sem punição para os seus autores.  Em conseqüência da ineficácia da polícia e da morosidade da justiça, somos um dos países mais inseguros do mundo. Os que furtam para comer – e os códigos penais de quase todos os países civilizados aceitam a condição atenuante – devem ser perdoados, o que não tem ocorrido aqui. O direito à vida é anterior ao direito à propriedade, como os princípios éticos reconhecem.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

STF: Marchas a favor da maconha estão liberadas

    Decisão do STF abre caminho para mais debate sobre a descriminalização da maconha    

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou ontem (24) que as marchas a favor da legalização das drogas estão liberadas.

O que não significa dizer que as pessoas agora podem consumir entorpecentes. A decisão refere-se ao direito à expressão de pensamento.

Para o STF, movimentos como a Marcha da Maconha são manifestações legítimas de pensamento, desde que sejam pacíficos.

A decisão emudece gente da ala conservadora que adora rotular manifestantes de "maconheiros", "criminosos", "vagabundos", e outros elogios do tipo.