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| Abreu foi chamado de "vagabundo metralha", entre outros adjetivos |
Pitbull da Veja ataca José de Abreu
As badaladas "marchas contra a corrupção", ocorridas no feriado de ontem (12) em algumas capitais, tem gerado intensa polêmica na velha mídia e nas redes sociais. O clima esquentou e alguns fascistóides, inclusive, partiram para a baixaria - o que poderia até resultar, e seria bom, em processos judiciais.
Os jornalões, que costumam esconder qualquer protesto popular, deram destaque para o assunto nas suas edições de hoje. "Calunistas" avessos às passeatas ou greves - tratadas sempre como "badernas que tumultuam o trânsito" - não esconderam sua simpatia militante pelas marchas de ontem. Já nas redes sociais, muitos ativistas digitais denunciaram os "protestos" como manobra da direita golpista.
O real significado das "marchas"
As motivações e a real força destas marchas ainda demandarão muita reflexão. Hoje mesmo, num excelente seminário sobre comunicação promovido pela CUT do Rio de Janeiro, vários presentes abordaram o tema com preocupação. O deputado petista Robson Leite, um ativo participante da luta pela democratização dos meios de comunicação, foi duro nas críticas.
Para ele, as tais "marchas" são incentivadas pela mídia direitista e são perigosas para a democracia. Negam os partidos e os sindicatos, fazem a escandalização da política e atentam contra as instituições democráticas da sociedade. Robson coloca em dúvida a "espontaneidade" destas manifestações, lembrando que lideranças da oposição de direita e a mídia tentam usar parcela da juventude como bucha de canhão. A ditadura no Brasil e o nazifascismo na Europa também nasceram com o discurso da negação da política.








