quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O milagre da Veja não é bom para a saúde
Na edição da revista Veja cuja capa ilustra este post, a manchete traz uma nova droga para emagrecimento. “Parece milagre!” diz o título de uma longa reportagem sobre o Victoza, um remédio que, segundo o texto, faz a pessoa emagrecer de sete a 12 quilos, em apenas cinco meses.
Para tristeza geral, a droga não é essa maravilha que a Veja pinta. Ela provoca hipoglicemia, náusea e diarréia. Assim diz um comunicado oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tratou a questão como se deve, alertando que o tal remédio não deve ser usado como emagrecedor. "A única indicação aprovada para o medicamento é como agente antidiabético", diz a agência.
Ainda segundo a nota "Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade”.
O uso do medicamento para qualquer outra finalidade representa, portanto, grande risco para a saúde da população. Foram relatados eventos adversos associados ao medicamento nos estudos clínicos, como dores de cabeça, hipoglicemia, náusea e diarréia.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
PHA mostra que é preciso ter cuidado com a leitura dos números da Educação
ENEM: escola pública sobe mais que escola paga
Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada
O ministro Fernando Haddad disse a este ansioso blogueiro que, desde Pitágoras, não se faz no campo da Matemática descoberta mais sensacional: metade fica abaixo da média.
Foi a descoberta que o PiG (*) fez ao analisar os últimos dados do ENEM
(Clique aqui para ler: Enem: Pig tortura e os números falam)
Quem também está fascinada com a descoberta é a Presidenta, segundo o relato de Haddad.
Ela não acreditava no feito extraordinário e pediu ao Ministro para chamar os jornalistas do PiG.
Ele tentou.
Inutilmente.
O PiG não cede: pobre não pode estudar !
E dane-se Pitágoras !.
Haddad explicou que ainda existe uma diferença considerável entre o desempenho de alunos de escolas pagas e o de escolas públicas.
Porém, os números mostram que :
Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada
O ministro Fernando Haddad disse a este ansioso blogueiro que, desde Pitágoras, não se faz no campo da Matemática descoberta mais sensacional: metade fica abaixo da média.
Foi a descoberta que o PiG (*) fez ao analisar os últimos dados do ENEM
(Clique aqui para ler: Enem: Pig tortura e os números falam)
Quem também está fascinada com a descoberta é a Presidenta, segundo o relato de Haddad.
Ela não acreditava no feito extraordinário e pediu ao Ministro para chamar os jornalistas do PiG.
Ele tentou.
Inutilmente.
O PiG não cede: pobre não pode estudar !
E dane-se Pitágoras !.
Haddad explicou que ainda existe uma diferença considerável entre o desempenho de alunos de escolas pagas e o de escolas públicas.
Porém, os números mostram que :
De que lado estão o jornalista e o jornalismo?
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| Há de se ter cuidado com os abraços de tamanduá |
Quase todo jornalista sente o seu ego inflar quando é apresentado em público como uma pessoa que está por dentro das coisas. Quando se trata de política, futebol e economia, é o especialista que sabe o que pensa e o quer o político, o cartola e o banqueiro. Um profissional nessas condições é chamado pelos norte-americanos de insider e goza de muito prestígio porque é quem supostamente sabe de coisas que os vis mortais ignoram.
O problema é que a própria definição de insider coloca o profissional num dos lados da informação, o lado de quem tem poder, de quem pode gerar notícias e influenciar a agenda pública. Mas este é o lado certo do jornalista? Se formos seguir os manuais, a resposta provavelmente será negativa, porque a função do jornalista é buscar, conferir, editar e publicar informações que permitam ao cidadão ter uma vida digna e inserir-se no convívio social.
Estamos, portanto, diante de um paradoxo. Para cumprir suas funções o jornalista deveria ter como preocupação principal “estar por dentro” do que pensa e quer o cidadão. Os tomadores de decisões também são cidadãos, mas não são eles que compõem a grande massa da população, que é quem vota e precisa de informações para poder participar na definição dos rumos de uma sociedade.
O toma lá na Poeta
A jornalista da Globo Patrícia Poeta, titular absoluta como apresentadora do Fantástico, tem sido frequentemente escalada para entrevistar celebridades.
No último domingo ela se encarregou de obter respostas interessntes da presidenta Dilma. Começou com perguntas descontraídas, bem ao estilo Ana Maria Braga, mostrando a rotina da presidenta em sua residência, etc e tal...
Quando chegou a hora de falar de política, a repórter patricinha (ops, trocadilho) pode perceber, frente à "doçura" de Dilma, que o velho ditado "quem fala o que quer ouve o que não quer", tem, de fato, algum sentido.
No último domingo ela se encarregou de obter respostas interessntes da presidenta Dilma. Começou com perguntas descontraídas, bem ao estilo Ana Maria Braga, mostrando a rotina da presidenta em sua residência, etc e tal...
Quando chegou a hora de falar de política, a repórter patricinha (ops, trocadilho) pode perceber, frente à "doçura" de Dilma, que o velho ditado "quem fala o que quer ouve o que não quer", tem, de fato, algum sentido.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O craque Sócrates e o filho Fidel
Por Altamiro Borges, no Blog do Miro
Cresce a torcida em todo o país pela recuperação do craque Sócrates, que continua hospitalizado no hospital Albert Einsten, em São Paulo. Internado pela primeira vez em 19 de agosto devido a uma hemorragia digestiva, ele recebeu alta em 27 de agosto, mas voltou ao hospital nesta segunda-feira (5). Segundo os médicos, a sua situação ainda é grave.
O jogador Sócrates não é um ídolo apenas da torcida do Corinthians. Ele é reconhecido como um dos maiores craques do futebol brasileiro. Além disso, ele é admirado por suas posições progressistas. Foi um dos líderes da “democracia corintiana”, que ajudou na luta contra a ditadura militar. Atualmente, é comentarista da TV Cultura e colunista do jornal Agora e da revista CartaCapital.
“Curtir lampejos de humanidade”
Sem papa na língua e com espírito inquieto, o craque Sócrates nunca se intimidou diante dos poderosos. Em recente entrevista à Folha, ele não vacilou ao responder à provocação do jornalista:
Cresce a torcida em todo o país pela recuperação do craque Sócrates, que continua hospitalizado no hospital Albert Einsten, em São Paulo. Internado pela primeira vez em 19 de agosto devido a uma hemorragia digestiva, ele recebeu alta em 27 de agosto, mas voltou ao hospital nesta segunda-feira (5). Segundo os médicos, a sua situação ainda é grave.
O jogador Sócrates não é um ídolo apenas da torcida do Corinthians. Ele é reconhecido como um dos maiores craques do futebol brasileiro. Além disso, ele é admirado por suas posições progressistas. Foi um dos líderes da “democracia corintiana”, que ajudou na luta contra a ditadura militar. Atualmente, é comentarista da TV Cultura e colunista do jornal Agora e da revista CartaCapital.
“Curtir lampejos de humanidade”
Sem papa na língua e com espírito inquieto, o craque Sócrates nunca se intimidou diante dos poderosos. Em recente entrevista à Folha, ele não vacilou ao responder à provocação do jornalista:
Censura? Hélio Doyle esclarece o que a grande mídia faz questão de distorcer
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| Bom mesmo é comandar. Quem disse que a grande mídia admite ser questionada? |
A grande imprensa brasileira, alguns sem qualquer compromisso com o debate, vem distorcendo sistematicamente a proposta, transformando a preocupação com a democratização da comunicação numa suposta "tentativa de mordaça".
Por desconhecimento ou por questões ideológicas mesmo, muitos transforma esta questão numa "luta contra a censura", e acabam barrando o debate democrático.
O artigo de Doyle esclarece o assunto sem preconceitos ou paixões e merece ser lido.
Quem deseja ir mais além, clique aqui para conhecer, na íntegra, o tal documento do PT sobre as comunicações. Não tem bicho-papão.
Regular não é, necessariamente, censurar
Uma coisa é censura à imprensa. Outra coisa é ter um marco regulatório para a mídia. O marco pode levar à censura, sim, mas não necessariamente. O marco, se bem trabalhado, pode levar, no outro extremo, a mais democracia na comunicação.
Na entrevista que deu no domingo à tarde, o presidente do PT, Rui Falcão, explicou direitinho o que seu partido quer ao defender o marco regulatório. Falou claramente contra a censura, defendeu o pluralismo de opiniões e esclareceu o que entende por concentração da mídia e propriedade cruzada de meios de comunicação. Só faltou desenhar.
Mas, assim como a opinião tem de ser livre, a interpretação dos fatos também é livre. A resolução do 4º Congresso Nacional do PT e as palavras de Falcão certamente serão interpretadas como mais uma ameaça dos petistas à livre expressão e à liberdade de imprensa. Certamente vão falar em chavismo e coisas assim.
Na verdade, não é isso – pelo menos na teoria. O que o Congresso do PT decidiu é que os veículos de imprensa têm de ter responsabilidade social e estarem sujeitos ao que determina a Constituição, na qual há artigos a respeito do tema que precisam ser regulamentados. O PT quer desconcentrar a propriedade da mídia, justamente para evitar que haja no país o monopólio da informação por poucos grupos econômicos. Quer disseminar uma rede pública de rádio e televisão e expandir veículos comunitários. E fazer com que os veículos se responsabilizem pelo que publicam ou divulgam. Tudo isso existe e vigora em países democráticos e desenvolvidos.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Façam o que digo...
Análise de João Brant, no Brasil de Fato
O Brasil precisa urgentemente reformar suas leis na área de comunicação para garantir diversidade e pluralidade em seus meios de comunicação
Recentemente, as Organizações Globo publicaram um extenso documento contendo os princípios editoriais para o jornalismo praticado por todos os seus veículos. Vale a leitura. De cima a baixo, dá para concordar com 90%. A questão, mais do que nos outros 10%, está no quão longe as empresas do grupo estão de tornar esses princípios efetivos na prática.
O grande problema é que o estabelecimento desses princípios (e o monitoramento de seu cumprimento) não são uma questão de ordem privada. O papel que uma emissora de TV do porte da Globo cumpre é necessariamente público, para o bem ou para o mal. E a garantia de princípios democráticos também deve seguir parâmetros públicos.
Num país em que os únicos meios de comunicação universalizados são rádio e TV, é fundamental que esses veículos reflitam a pluralidade e a diversidade de opiniões e valores da sociedade. Por conta de um processo histórico, de fortes componentes econômicos, políticos e culturais, a Globo é hoje a emissora mais assistida, com cerca de 50% da audiência média nacional. Isso significa que o conteúdo que veicula tem enormes implicações na formação da opinião pública brasileira. Portanto, parte do equilíbrio da democracia brasileira depende da maneira como se comporta a emissora.
O Brasil precisa urgentemente reformar suas leis na área de comunicação para garantir diversidade e pluralidade em seus meios de comunicação
Recentemente, as Organizações Globo publicaram um extenso documento contendo os princípios editoriais para o jornalismo praticado por todos os seus veículos. Vale a leitura. De cima a baixo, dá para concordar com 90%. A questão, mais do que nos outros 10%, está no quão longe as empresas do grupo estão de tornar esses princípios efetivos na prática.
O grande problema é que o estabelecimento desses princípios (e o monitoramento de seu cumprimento) não são uma questão de ordem privada. O papel que uma emissora de TV do porte da Globo cumpre é necessariamente público, para o bem ou para o mal. E a garantia de princípios democráticos também deve seguir parâmetros públicos.
Num país em que os únicos meios de comunicação universalizados são rádio e TV, é fundamental que esses veículos reflitam a pluralidade e a diversidade de opiniões e valores da sociedade. Por conta de um processo histórico, de fortes componentes econômicos, políticos e culturais, a Globo é hoje a emissora mais assistida, com cerca de 50% da audiência média nacional. Isso significa que o conteúdo que veicula tem enormes implicações na formação da opinião pública brasileira. Portanto, parte do equilíbrio da democracia brasileira depende da maneira como se comporta a emissora.
LEN: Crimes da VEJA acordam o PT
Por Luiz Eduardo Nascimento (LEN), no Ponto&Contraponto
O que seria apenas mais uma investida da revista VEJA, na cruzada do grupo do Millenium para manter o governo Dilma contra a parede e demonizar Lula, José Dirceu e o PT, pode ter se transformado em um elemento detonador de uma reação do partido contra a partidarização de veículos de comunicação, que a sua militância vem cobrando faz tempo.
O congresso do PT, realizado nesse final de semana em Brasília, aprovou resolução que defende a regulamentação de mídia e o fim dos monopólios de meios de comunicação, que no Brasil é composto por poucas famílias. Embora ninguém fale em represália, os recentes acontecimentos referentes à “reportagem” da revista VEJA, que usou de métodos criminosos para obter imagens com o intuito de transformar José Dirceu em vilão perpétuo, mexeu com os brios dos petistas, que decidiram reafirmar o seu apoio ao projeto que Franklin Martins elaborou no segundo mandato de Lula.
Dilma e Lula foram aclamados como de costume, porém nesse ano foi mais intensa a recepção ao petista José Dirceu, fortalecido que sai do episódio do Naoum Plaza Hotel. Os discursos que se convergiram para a necessidade de regulamentação e as críticas à partidarização dos principais veículos de comunicação foram ouvidos quase em uníssono.
O que seria apenas mais uma investida da revista VEJA, na cruzada do grupo do Millenium para manter o governo Dilma contra a parede e demonizar Lula, José Dirceu e o PT, pode ter se transformado em um elemento detonador de uma reação do partido contra a partidarização de veículos de comunicação, que a sua militância vem cobrando faz tempo.
O congresso do PT, realizado nesse final de semana em Brasília, aprovou resolução que defende a regulamentação de mídia e o fim dos monopólios de meios de comunicação, que no Brasil é composto por poucas famílias. Embora ninguém fale em represália, os recentes acontecimentos referentes à “reportagem” da revista VEJA, que usou de métodos criminosos para obter imagens com o intuito de transformar José Dirceu em vilão perpétuo, mexeu com os brios dos petistas, que decidiram reafirmar o seu apoio ao projeto que Franklin Martins elaborou no segundo mandato de Lula.
Dilma e Lula foram aclamados como de costume, porém nesse ano foi mais intensa a recepção ao petista José Dirceu, fortalecido que sai do episódio do Naoum Plaza Hotel. Os discursos que se convergiram para a necessidade de regulamentação e as críticas à partidarização dos principais veículos de comunicação foram ouvidos quase em uníssono.
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Dia da Independência e de gritar contra a exclusão
Todas as regiões do país celebram hoje a 17ª edição do Grito dos Excluídos, em paralelo ao Dia da Independência do Brasil.
Com o tema “Pela vida grita a terra... Por direitos todos nós”, a manifestação é coordenada pela CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e conta com a participação de grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais comprometidos.
O objetivo é denunciar o modelo político e econômico que concentra riquezas e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; e por último, propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social.
Realizado desde 1995, o Grito dos Excluídos teve origem no então Setor Pastoral Social da CNBB, cujo presidente na época, era o bispo de Jales (SP), dom Luiz Demétrio Valentini.
Com informações da CNBB
Com o tema “Pela vida grita a terra... Por direitos todos nós”, a manifestação é coordenada pela CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e conta com a participação de grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais comprometidos.
O objetivo é denunciar o modelo político e econômico que concentra riquezas e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; e por último, propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social.
Realizado desde 1995, o Grito dos Excluídos teve origem no então Setor Pastoral Social da CNBB, cujo presidente na época, era o bispo de Jales (SP), dom Luiz Demétrio Valentini.
Com informações da CNBB
Oba! Câmara aprova benefício fiscal que reduzirá em 31% preço de tablets
O plenário da Câmara de Deputados aprovou ontem (isso mesmo, dia 6, em plena véspera de feriado), a Medida Provisória 534/11, que reduz a zero o PIS e a Cofins incidentes sobre a venda de tablets produzidos no Brasil.
Segundo estimativa do Ministério das Comunicações, o preço final do produto pode ser reduzido a 31%.
A redução de tributos é uma das condições para que os tablets sejam produzidos no Brasil, conforme negociações feitas pela equipe da presidente Dilma Rousseff em sua visita à China no início do ano.
Enquanto o projeto segue para o Senado, você decide: Vai comprar logo o seu caderninho eletrônico que custa hoje em torno de 2.000 reais ou vai esperar o preço cair?
Segundo estimativa do Ministério das Comunicações, o preço final do produto pode ser reduzido a 31%.
A redução de tributos é uma das condições para que os tablets sejam produzidos no Brasil, conforme negociações feitas pela equipe da presidente Dilma Rousseff em sua visita à China no início do ano.
Enquanto o projeto segue para o Senado, você decide: Vai comprar logo o seu caderninho eletrônico que custa hoje em torno de 2.000 reais ou vai esperar o preço cair?
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domingo, 4 de setembro de 2011
Mulheres petistas vibram com a aprovação da paridade de gênero para o Estatuto do PT
Blog Cláudio Angelim, direto do IV Congresso Nacional do PT, em Brasília
A reforma do Estatuto do PT aconteceu em clima de comoção na segunda noite (2) do 4º Congresso Nacional do PT e garantiu maior participação das mulheres na política.
Com reportagem de Gabriella Gualberto, do Portal PT
O Partido aprovou por maioria indiscutível a paridade de gênero, prevendo participação feminina de 50% na composição das direções, delegações, comissões e cargos com funções específicas de secretarias.
Com um discurso emocionado a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) recordou a luta das mulheres petistas para conquistar espaço na política. “Alô mulherada! Esperamos 20 anos! Agora estamos aqui agradecidas aos companheiros e companheiras que souberam compreender a luta das mulheres dentro do PT. Mulheres do campo e da cidade, mulheres indígenas, brancas e negras que construíram esse Partido. Nós mulheres amanhã estaremos nas ruas dizendo que mais uma vez o PT diz sim para as mulheres”, exaltou.
A secretária nacional da juventude da Presidência da República, Severine Macedo, lembrou que o PT foi o Partido precursor ao estabelecer a cota de 30% de mulheres na direção do Partido. “Essa luta foi travada a muitos anos, primeiro aprovando a cota de 30% para as mulheres, o que qualificou muito a participação das mulheres nos espaços do PT. E o partido sai na frente mais uma vez, reconhecendo que tem que ter uma aposta igualitária entre homens e mulheres, cavando espaços de poder, espaços de decisão. O PT sai ganhando e com o PT ganhando, ganha a sociedade brasileira”, afirmou.
A militante Marccella Berte diz que o PT constrói e se aplica na sociedade. “Acho que a participação das mulheres e a garantia de paridade é essencial para que a gente equipare uma realidade que já se dá na sociedade no partido político . Não nascemos prontas, mas acho que as mulheres tem um poder imenso de dirigir o Partido, dirigir a política e mudar o país”.
A secretária nacional de Mulheres do PT, Laisy Morière, se emocionou ao relembrar a luta das mulheres no Partido ao longo dos 31 anos. “Estou muito emocionada porque essa é uma vitória das mulheres. Agora nós temos um desafio de formar as mulheres do PT para que elas possam estar nas direções representando o PT cada dia melhor e mais conscientes do que estão fazendo”, disse.
A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ressaltou que o PT é um partido igualitário. “O PT quer igualdade para toda sociedade brasileira e ele começa em casa, e igualdade começa mesmo em casa e com respeito. As mulheres do PT construíram muitas vitórias e inclusive a vitória tão bonita e histórica de Dilma Rousseff presidenta da República. Hoje nós demos um passo muito importante, a paridade do PT vai ter grande influência no parlamento e na sociedade brasileira como um todo. Estou vibrando com essa vitória”.
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