sexta-feira, 8 de julho de 2011

Membro do CQC é alvo do Ministério Público após piada pró-estupro

Por Altamiro Borges, no Portal Vermelho

Numa decisão que irritará os donos da mídia, que se consideram acima das leis e do Estado de Direito, o Ministério Público de São Paulo pediu hoje (7) a abertura de inquérito policial contra o humorista Rafinha Bastos, do programa CQC da TV Bandeirantes, para apurar suas recentes declarações machistas sobre o estupro, que caracterizariam incitação e apologia ao crime.

As declarações foram feitas em seu show de comédia stand-up e foram reproduzidas na revista Rolling Stone. O "humorista" afirmou na ocasião que toda mulher que reclama que foi estuprada é feia, e que o homem que cometeu o ato merecia um abraço, e não cadeia.

"O estupro é um crime"

O pedido de abertura do inquérito foi feito pela promotora de Justiça Valéria Diez Scarance Fernandes, coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar. No ofício, ela argumenta que Rafinha Bastos compara o estupro a "uma oportunidade" para determinadas mulheres e o estuprador a um benfeitor, digno de "um abraço". "O estupro é um crime. O estuprador é um criminoso que deve ser punido e não publicamente incentivado", conclui Valéria Fernandes.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Professora recusa prêmio e quer distância de empresários da educação

Foto: Julia Chequer/R7
Todos lembram que a professora Amanda Gurgel denunciou a precariedade da Educação no Rio Grande do Norte. O discurso foi filmado e correu a internet, obtendo quase dois milhões de acessos, isso se contarmos só o Youtube.

Amanda virou celebridade, no bom sentido da coisa (e da causa), mas não se envaideceu. Ela acaba de recusar o prêmio “Brasileiros de Valor 2011″ do Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE).

A docente tem seus motivos e tratou de mostrá-los ao júri do prêmio, através de uma carta, também publicada no seu  blog.

Com seu lado ideológico bem definido, Amanda Gurgel toca na ferida e chama a atenção para a questão da privatização do ensino e o papel de certas organizações que se propagam "amigas da escola".

Para saber o que a professora disse aos seus quase-premiadores, clique aqui.

Aproveite para assistir novamente ao vídeo.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Já vai tarde

Agência Brasil
Cai o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento

Por Raoni Scandiuzzi - Rede Brasil Atual


Alfredo Nascimento caiu após investigação que denunciou o pagamento de proprina ao Dnit


São Paulo – O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, confirmou sua saída do governo na tarde desta quarta-feira (6). Ele estava no centro de uma crise da cúpula de seu partido, o PR. Reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e senadores da legenda definiram o destino do ministro. É a quarta mudança no primeiro estalão do governo.

No sábado (2), Dilma havia solicitado o afastamento do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antonio Pagot, do chefe de gabinete, Mauro Barbosa da Silva, do assessor do gabinete, Luís Tito Bonvini, e do diretor-presidente da empresa pública de ferrovias Valec, José Francisco das Neves.

Na terça (5), o Senado aprovou um convite para Nascimento prestar esclarecimentos. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, sugeriu que o ministro antecipasse a ida ao Senado, que aconteceria só na próxima semana, para explicar as denúncias. Sobre os convites para se explicar, o ministério informou, em carta, que Nascimento iria prestar todos os esclarecimentos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Presidente do Santander diz que Brasil terá menos pobres que EUA

Reportagem publicada no Portal IG mostra o otimismo do Santander em relação ao Brasil, que nos próximos quatro anos deverá ter 25 milhões de pessoas incluídas no sistema bancário.

Por Aline Cury Zampierino


Em alguns anos, o Brasil terá menos pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza do que os Estados Unidos. A avaliação é de Marcial Portela, presidente do Santander no País. Durante entrevista coletiva na cidade de Santander, na Espanha, ele reforçou o interesse do banco na diversificação geográfica de seus negócios e a intenção de participar da bancarização da América Latina (AL) e do Brasil.

“O Brasil deve ter um ingresso de 25 milhões de pessoas no sistema bancário em quatro anos”, afirmou. “Queremos conquistar entre 15% e 20% dessa fatia.” O Santander possui atualmente 40 milhões de clientes na América Latina, sendo metade deles no Brasil. “O fenômeno da classe média brasileira é impressionante. Nosso grande desafio é conquistar as camadas mais baixas, da classe D, nas quais ainda não temos muita experiência.”

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A foto é coisa de Nassif. O texto, de PHA

Serra penetra no enterro de Itamar. E quase fica lá

Publicado no Conversa Afiada e no Luis Nassif Online, não necessariamente nesta ordem

O caixão de Itamar Franco e a Presidenta Dilma Rousseff foram cercados na tarde desta segunda feira pelo Estado Maior tucano.

Aécio Never enfaixado, o Farol de Alexandria (que ficou amigo do morto depois de morto – clique aqui para ler “FHC não fez o sucessor”), Geraldo Alckmin e o governador de Minas, Antonio Anastasia.

Os tucanos e o PiG (*) agora morrem de amores por Itamar – depois de morto – a ponto de O Globo dizer na primeira página que ele foi o Pai do Real.

O que, quando vivo, seria uma heresia, diante da indiscutível paternidade do Fernando Henrique.

Ciro Gomes, o Ministro da Fazenda de Itamar que pôs o Plano Real de pé, guardou uma sóbria e discreta distância do caixão.

De repente, à esquerda do vídeo, sobre o ombro (avariado) direito do Aécio, avulta-se o Padim Pade Cerra.

De olha na câmera, passo a passo, o Padim se move em direção a uma extremidade do caixão.

Movimentos firmes, na mesma direção, sempre.

Ultrapassa um.

Empurra o outro.

Revista Veja é condenada por estimular o ódio

Por Altamiro Borges, no Blog do Miro

Em abril último, a revista Veja – talvez seguindo as orientações do Departamento de Estado dos EUA – fez estardalhaço com uma reportagem sobre “A rede do terror no Brasil”. Deu capa e várias páginas sobre a presença de “grupos terroristas islâmicos no território nacional”, mas não apresentou provas concretas para justificar as suas graves acusações. A “reporcagem” informava apenas que teve acesso a documentos sigilosos da CIA, a central terrorista dos EUA, e de outros órgãos policiais.

Agora, na quinta-feira (30), a juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, condenou o panfleto colonizado da famiglia Civita por estimular o ódio e o preconceito religioso, tentando associar o islamismo ao terrorismo. Segundo informa a repórter Mariana Ghirello, do sítio Última Instância, a revista será obrigada a dar o mesmo espaço e destaque para uma reportagem sobre a cultura islâmica. Cabe recurso, mas a revista Veja saiu novamente com a sua imagem danificada.

“Reporcagem” ofensiva e tendenciosa
A ação judicial exigindo direito de resposta foi movida pela União Nacional das Entidades Islâmicas, que congrega 16 entidades. Segundo o advogado da entidade, Adib Abdouni, a matéria da Veja é “ofensiva e tendenciosa” e “fere o sentimento religioso islâmico”, que tem mais de 1 bilhão de seguidores no mundo. A partir de denúncias sem consistência, ela generaliza a crítica, insinuando que todo islâmico é terrorista e que o território brasileiro serve de base de operação para grupos anti-estadunidenses.

O Partido da Imprensa


Por Davis Sena Filho, no Jornal do Brasil


“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, já que a oposição está profundamente fragilizada”. (Judith Brito, presidenta da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha de São Paulo, em 18 de março de 2010).


“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)


Há 30 anos lido com o jornalismo — a partir de 1981. Formei-me na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em meados da década de 1980. Naquele tempo eu via a imprensa, a chamada “grande” imprensa como um instrumento de proteção da sociedade, além de considerá-la, apesar de pertencer à iniciativa privada e comercial, entidade democrática disposta a defender as liberdades de pensamento, de expressão, com o propósito de, por exemplo, apoiar ações que efetivassem a distribuição de renda, de terras, enfim, das riquezas produzidas pelos trabalhadores e acumuladas pelos empresários deste imenso País injusto.

Eu era jovem, inexperiente e, além disso, no País não existia liberdade democrática, havia a censura, as pessoas não falavam de política no dia a dia, o que dificultava ainda mais perceber os reais interesses da imprensa empresarial. Como me formei na metade da década de 1980, cujo presidente da República era o general João Figueiredo, via a imprensa como um segmento que lutava em favor de uma sociedade que se tornasse justa, democrática e livre, processo este que somente acontece por intermédio da implementação constante de justiça social, por meio de políticas públicas desenvolvimentistas e distributivistas.

Naquele tempo, vivíamos em um regime de força, que teve seu auge nos idos de 1967 a 1977, a imprensa, recém-saída da censura, que “terminou”, definitivamente, em 1978, era vista por mim, jovem jornalista, como um instrumento de resistência aos que transformaram a República brasileira em uma ditadura militar, com a aquiescência e o apoio financeiro e logístico de influentes segmentos econômicos da sociedade civil, que viram na ascensão dos militares ao poder uma forma também de aumentar seus lucros, sem, no entanto, serem alvos de quaisquer questionamentos, já que havia a censura e a oposição partidária à ditadura se encontrava em um momento de perseguição política e sem voz ativa para ser ouvida, inclusive pela grande imprensa que, por ser comercial, bem como o braço ideológico das elites econômicas brasileiras, aliou-se aos novos donos do poder.

domingo, 3 de julho de 2011

Música para o domingo: Neil Young canta "A Day in the Life"

Uma abordagem de Eduardo Guimarães sobre a homofobia

Os três níveis de homofobia

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Antes de abordar estudo científico que afirma ter isolado a causa maior daquela que talvez seja a última grande enfermidade social à qual a humanidade não dedica maiores e suficientes esforços para tratar – e que, por isso, é hoje a pior enfermidade dessa natureza -, há que definir o que é homofobia e apontar suas ramificações.

A principal característica dessa enfermidade psicossocial talvez seja a de se constituir em uma das raras doenças sociais com potencial para se transformar em doença mental. Isso porque a homofobia se manifesta em graus de intensidade que podem evoluir, ainda que, uma vez acometido por ela, entende-se que o indivíduo não consegue se curar completamente.

Durante o mês passado, travei longos debates com homofóbicos de várias faixas etárias, gêneros, condição social, origem geográfica e escolaridade. Entre esses grupos, segundo minhas anotações, o grau de homofobia variou entre o que chamarei de níveis dissimulado, aberto e obsessivo.

O nível de homofobia dissimulado começa o seu discurso contra os homossexuais ressalvando que não apóia a violência contra eles e negando ser preconceituoso. Dali em diante, desata a pregação que está por trás dos ataques de violência física de que vêm sendo alvo com freqüência e em quantidade cada vez maiores.

Conheça as metas do governo federal para universalização da telefonia fixa

O Governo Federal publicou ontem, no Diário Oficial da União (edição extra), o novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) para serviços de telefonia fixa e internet. As novas metas foram definidas pelo decreto nº 7.512, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O documento estabelece as obrigações das concessionárias de telefonia fixa em relação à ampliação e melhoria na qualidade da prestação de serviços de telecomunicações.

Confira os principais pontos definidos pelo PGMU 3

Qualidade da banda larga
De acordo com o novo PGMU, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem prazo até o dia 31 de outubro deste ano para adotar medidas regulatórias e estabelecer padrões de qualidade para o serviço de banda larga. A Anatel deverá definir parâmetros de velocidade de conexão, dizendo quais devem ser os padrões mínimo e médio de velocidade, criando regras de publicidade e transparência que permitam aos usuários verificar a qualidade dos serviços.

sábado, 2 de julho de 2011

Morre o senador e ex-presidente Itamar Franco aos 81 anos

Deu no O Globo

SÃO PAULO – O senador e ex-presidente Itamar Franco morreu neste sábado, aos 81 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele foi diagnosticado com leucemia e está internado desde o dia 21 de maio. Na sexta-feira, o estado de saúde do ex- presidente piorou e foi levado para a UTI, com pneumonia grave. De acrodo com o boletim médico divulgado na sexta-feira, Itamar respirava por aparelhos.

Itamar Augusto Cautiero Franco talvez seja o único mineiro que tenha nascido em alto-mar. Foi em junho de 1930, quando sua mãe viajava em um navio do Rio de Janeiro para Salvador e por isso foi obrigada a registrar o filho na capital baiana. No ano seguinte, o “erro” seria corrigido com o registro da certidão de batismo, que traz Juiz de Fora como sua verdadeira terra natal.

Na cidade mais importante da Zona da Mata mineira Itamar viveu a infância e a juventude ao lado da maior parte de sua família, mas órfão do pai, que morreu antes que ele nascesse. Descendente de italianos, a mãe Itália Cautieiro passou um dobrado para manter a família com a venda de marmitas. Ela morreu em 1992, vinte dias antes da posse oficial do filho caçula como presidente da República do Brasil. Mas essa é outra história.

Itamar gostava de jogar basquete. No fim da adolescência, escolheu seguir a profissão do pai e formou-se em Engenharia Civil e Eletrotécnica na Universidade Federal de Juiz de Fora. No entanto, a militância estudantil no Diretório Acadêmico foi mais prolífica do que a lida com planilhas e cálculos, ainda que no início da carreira o tino para a política tão parecesse algo tão definitivo: aos 28 anos candidatou-se a vereador pelo PTB e perdeu as eleições. O mesmo ocorreu quatro anos depois, quando tentou ser vice-prefeito.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Boa notícia: Internet de 1 Mega por 35 reais mensais

As concessionárias de telefonia fixa Oi, Telefônica, Sercomtel e CTBC, passarão a oferecer banda larga de 1 Megabit a R$ 35. O serviço começa a ser ofertado em 90 dias.

O objetivo é atender 40 milhões de domicílios até 2014. A medida é resultado de um acordo do governo com as empresas e será instituída por decreto, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (1º).

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o preço da internet custa no Brasil, em média, R$ 70 e cairá para metade do preço após a negociação com as concessionárias. As empresas não poderão fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet.

Os investimentos serão realizados pelas empresas com recursos próprios para que a velocidade da banda larga seja aumentada de forma gradativa até alcançar 5 Megabits em 2014. “Eu imagino que, no máximo em trinta dias, as empresas farão a adaptação necessária para começar a oferecer o serviço. Para atingir todo o território nacional, estamos estabelecendo um prazo até 2014, ou seja, as empresas farão a implantação desse serviço gradativamente”, disse Bernardo.